Opinião

Instrução e ação - A reforma íntima como instrumento para a libertação de vícios

Por Rogério Nascente
Blog Certas Palavras
rogerionascente.blogspot.com.br

Espíritos imortais que somos, em processo de evolução constante, quando estamos revestidos do corpo carnal, portanto espíritos encarnados, utilizamos o nosso corpo físico como se fosse uma roupa, um uniforme de trabalho. O modo como o tratarmos poderá fazê-lo conservar-se com a vitalidade possível ou conduzi-lo ao desgaste que o levará a - antes do tempo previsto - perder as condições de reter as energias que o mantém funcionando, ou seja, "vivo".

A Doutrina Espírita, codificada pelo educador, escritor e tradutor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869) - o qual é conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec -, com base em informações advindas do plano espiritual, nos auxilia a entender que as nossas decisões são capazes de gerar consequências tanto na existência física presente quanto na continuidade da nossa evolução. Sempre é tempo de mudar, de tomarmos medidas que nos auxiliem agora e para o futuro. Lamentar o tempo em que agimos equivocadamente não nos ajuda em nada, ao contrário, nos estaciona. Façamos que os nossos equívocos se tornem alavancas para mudanças necessárias em nossa conduta. Em vez de lamentar, agir.

Numa abordagem sobre um hábito que nos causa mal ao corpo físico, o do fumo, apresentamos o que nos diz Ney Prieto Peres, no livro Manual Prático do Espírita. Vejamos.

"Os efeitos nocivos do fumo transpõem os níveis puramente físicos, atingindo o envoltório sutil e vibratório que modela, vivifica e abastece o organismo humano, denominado perispírito ou corpo espiritual. O perispírito, na região correspondente ao sistema respiratório, fica, graças ao fumo, impregnado e saturado de partículas semimateriais nocivas que absorvem vitalidade, prejudicando o fluxo normal das energias espirituais sustentadoras, as quais, através dele, se condensam para abastecer o corpo físico. O fumo não só introduz impurezas no perispírito - que são visíveis aos médiuns videntes, à semelhança de manchas, formadas de pigmentos escuros, envolvendo os órgãos mais atingidos, como os pulmões -, mas também amortece as vibrações mais delicadas, bloqueando-as, tornando o homem até certo ponto insensível aos envolvimentos espirituais de entidades amigas e protetoras. Após o desencarne, os resultados do vício do fumo são desastrosos, pois provocam uma espécie de paralisia e insensibilidade aos trabalhos dos espíritos socorristas por longo período, como se permanecesse num estado de inconsciência e incomunicabilidade, ficando o desencarnado prejudicado no recebimento do auxílio espiritual."

Quando temos conhecimento maior sobre os resultados de nossas ações, adquirimos condições de evitar o que nos cause danos. Depende de nós alterarmos o que detectarmos como nocivo ao nosso progresso. É importante que fiquemos atentos, também, ao fato de que, como estamos, encarnados e desencarnados, envoltos em energias, o ideal é que eliminemos tanto os nossos comportamentos viciosos que nos maltratam o corpo físico diretamente quanto aqueles que o atingem pelo efeito das vibrações que produzimos, quais sejam, o egoísmo, o ódio, o rancor, a maledicência, a inveja, a cupidez e outros seus similares.
Sempre é tempo de agir. Sempre é tempo de fazermos o melhor. Que tal refletirmos sobre as nossas condutas e comecemos a mudar, pouco a pouco, o que a nossa consciência nos apontar como necessário? Oremos e ajamos - firmes.

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

Anterior

A ofensa religiosa e a lei de racismo

Próximo

Rebranding é para todo mundo?

Deixe seu comentário